Thursday, April 8, 2010

Quem foi Lambert Adolphe Jacques Quételet

Lambert Adolphe Jacques Quételet – Breve historico
(1796 – 1874)

Matemático, Astrônomo e Cientista social. Nasceu na Bélgica e morou em Paris onde trabalhou para o governo, neste período pesquisa estatística de mortalidade e criminalidade. Em 1835 publicou a obra “Sur l’homme et le development de sés facultes, essai d’une physique sociale” , onde apresentou sua concepção do homem médio como o valor central de características e medidas humanas, que são agrupadas de acordo com a curva normal.

Foi ele quem organizou a primeira conferência internacional sobre estatística e a medida utilizada para designar o índice de massa corporal – IMC, foi criada por ele.


Quételet e a física social

Pode-se observar a partir da obra de Quételet, que a estatística começa a servir como um sensor para controle social. As pessoas começam a não ser mais avaliadas como indivíduos e passam a ser estratificadas em blocos de acordo com sua idade, sexo e condição social, que as qualificam como ajustados ou desajustados.

 Os ajustados, provavelmente eram os que não tinham nenhum comportamento de risco ao organismo de controle, ou seja, trabalhavam , pagavam impostos e não reclamavam. Já os desajustados, apresentavam comportamento fora do padrão, e para eles sobravam às prisões e os manicômios que por sinal cresceram muito nessa época.  Os dados colhidos por Quételet podem ser utilizados como dispositivo para o Estado vigiar quem deve permanecer no meio social e quem deve ser segregado.

Esse índice social também serve para ajudar a justificar o preconceito social e racial, mas principalmente para o sistema de controle social, reprimir revoltas e protestos em massa. Imagine milhares de trabalhadores, aglomerados nas cidades, em péssimas condições de vida, indignados com o enriquecimento do patrão?

É neste momento que Lei e a Ordem devem assegurar a repressão.  Ê, vida de gado!

A partir destas informações e de leituras em sala de aula criamos um texto (originalmente postado em: http://www.adrianogaspar.com.br/site/cre-o-homem-medio/ ) resumindo nossa percepção sobre o assunto:

Crê o Homem Médio

Ao discutir com colegas e professor a leitura dos primeiros capítulos do livro História das teorias da comunicação Por Armand Mattelart na aula de Teoria da Comunicação foi mencionado o conceito de Homem médio, isso me deu inspiração para aprofundar um pouco mais o assunto e escrever este post.

Fiz uma busca no Google sobre o assunto e os primeiros sites que aparecem trazem textos jurídicos, no geral tratando o Homem médio como aquele que é, ou pode ser, manipulado e tem padrões de conduta previsíveis e discernimento entre o certo e o errado para fins de responsabilidade criminal. Neste caso, me parece que o termo Homem Médio refere-se a uma massa e não há um único ser. Reparem que os crimes só são crimes se prejudicam o sistema. Definitivamente o povo não é o sistema, ou pelo menos não manda no sistema, faz parte dele como massa manipulada.

Em Sur l’homme et le developpement de ses facultés, essai d’une physique sociale (1835) Quetelet apresentou sua concepção do homem médio como o valor central sobre o qual as medições de uma característica humana são agrupados de acordo com a curva normal.

Afirmação subjetiva, afinal o que seria uma curva normal? Com certeza o normal é aquilo que não prejudica o sistema.

Deixemos de lado o termo Homem Médio e busquemos outro conceito.

O que é mediocridade?

Segundo o dicionário Michaellis,

mediocridade é o mesmo que medíocre, então ainda segundo o dicionário Michaellis:

me.dí.o.cre

adj (lat mediocre) 1 Médio ou mediano. 2 Meão. 3 Que está entre bom e mau. 4 Que está entre pequeno e grande. 5 Ordinário, sofrível, vulgar. sm 1 Aquele que tem pouco talento, pouco espírito, pouco merecimento. 2 Aquilo que tem pouco valor.

Por tanto caro amigo, daqui para frente se o enquadrarem na média preocupe-se e observe se realmente você não está sendo um Homem Médio Crê.

Não seja morno, seja certo, seja errado, mas não seja político, tenha opinião, mas acima de tudo defenda sua opinião respeitando idéias contrárias.

Questione, duvide, ESTUDE e não se deixe manipular.

Já não basta alienar seu poder de decisão a uns poucos ignorantes que acham serem capazes de decidir por milhares, e o que é pior, os milhares que acham que uns poucos podem decidir por todos, será que tanta gente pensa e deseja a mesma coisa?

Se quiser ser enganado, mostre ao menos que é de propósito. Não seja ingênuo, ou seja, mas NÃO SEJA MEDÍOCRE.

Por: Adriano Gaspar e Lucia Ruiz

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